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Ridículo
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Quais perguntas ainda carregaremos quando sentirmos estar no limite extremo da vida — o que ainda insistiremos em compreender? Em direção a quem lançaremos nossas últimas e desesperadas palavras? Ainda teremos motivos para chorar, praguejar, protestar? Ou para rir? Essas são algumas das perguntas despertadas por Ridículo, de Matheus Gato, para além das tantas indagações implícitas e explícitas em seus versos.
“Ridículo”, em sua origem latina, é aquilo que provoca o riso, mas os poetas sempre dão um jeito de arrastar de volta para as palavras os sentidos que tentam escapar. Também é ridículo o insignificante (a nossa insignificância?) e o sem-sentido, o erguer de uma voz inquieta em direção a um Senhor que pode ter todas as respostas e nenhuma: “das feridas de teus pés caiu uma gota negra que inundou o mundo”. É ridículo constatar que “lamentar o absurdo/ jamais é uma resposta”. Tudo e nada: ridículo.
As diversas partes do poema estão escritas à sombra de duas frases simples (“O livro está na mesa./ ao longe, se escuta o ruído de um relógio quebrado”), mas muito significativas para a amarração tensa do conjunto. Ou melhor: o poema se inscreve nos espaços dessa frase, entre suas imagens claras, porque o poeta fragmenta-as em títulos, que funcionam como entradas para cada parte de Ridículo, até que os olhos se voltem apenas para aquelas frases, para aquele livro, e não faça mais sentido — seja ridículo — procurar a porta dos eleitos, quebrar os dedos ao partir o pão, querer ver a fonte.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 20 |
| Data de publicação | 03/11/2026 |
| Formato | 13.5 x 20 x 0.2 |
| Lombada | 0.2 |
| Altura | 0.2 |
| Largura | 20 |
| Comprimento | 13.5 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | POE000000 |
| Classificações THEMA | DC |
| Idioma | por |
| Peso | 0.055 |


